Energia solar: sustentabilidade e economia na construção civil

Um dos grandes desafios dos arquitetos e engenheiros civis, ainda hoje, é apresentar um projeto de construção aos seus clientes utilizando tecnologias sustentáveis.
O motivo é simples: geralmente o custo inicial para adequar à obra a uma lógica sustentável é elevado. No entanto, algumas tecnologias garantem um excelente retorno financeiro no médio e longo prazo, como a energia solar fotovoltaica.

 

Este gráfico apresenta uma simulação aproximada da economia ao longo do tempo que um consumidor tem ao instalar um sistema fotovoltaico em sua residência. Note que o investimento realizado é compensado em cerca de seis anos, enquanto o sistema tem duração plena de, pelo menos, vinte e cinco anos.
Vimos que é possível elaborar projetos de construção civil que alinhem vantagem financeira e benefícios ambientais, e estar atento a isso enquanto profissional é um importante diferencial.
Nesse artigo, vamos mostrar como arquitetos e engenheiros civis podem ajudar seus clientes a economizarem oferecendo uma solução de energia limpa e renovável. Para isso, é importante que se conheça os detalhes que contribuem para uma melhor performance do sistema de energia, como os que veremos a seguir:

Saiba qual a melhor orientação dos módulos!

Se você tem acompanhado nossos artigos já deve estar por dentro que a melhor orientação para instalar os módulos fotovoltaicos é a norte, mas é sempre bom relembrar.
O motivo disso é bem simples, como estamos no hemisfério sul os módulos recebem uma maior incidência de radiação solar se estiverem apontados para o norte.
Mas isso não impede que também sejam utilizados as demais orientações, contudo nesses casos haverá uma perda de rendimento e será necessário a instalação de um número maior de módulos.
Nossa recomendação então é que haja pelo menos um dos telhados da residência com orientação norte e com um espaço para que os módulos possam ser instalados.
Lembrando que um módulo de 275 watts ocupa uma área aproximada de 1,9 metros quadrado e que uma família que consome, em média, 350 KWh/mês precisa de cerca de 10 módulos de 275 watts para atender sua demanda de consumo.

Caso a cobertura do empreendimento seja plana, como uma laje, um módulo pode fazer sombra sobre o outro e eles deverão ficar afastados, exigindo uma área até duas vezes maior. Outro cuidado que deve se ter é evitar sombras de antenas, da caixa d’água, de platibandas e de edificações e vegetações próximas. Existem alternativas para diminuir as perdas provocadas por sombras, mas sempre que puder evita-las é melhor para obter um melhor rendimento do sistema.

Cuidado com módulos em telhados com diferentes inclinações ou orientações!

É possível instalar módulos em telhados com diferentes inclinações e orientações, mas se puder que seja utilizada apenas um telhado é melhor. Isso porque o inversor solar, equipamento que transforma corrente continua gerada pelos módulos em corrente alternada, irá trabalhar com a potência dos módulos que estiverem gerando com o menor rendimento, resultando em perdas significativas.
Uma solução para instalações em telhados com diferentes inclinações ou orientações é a substituição do inversor por micro inversores.
Pode se utilizar um micro inversor por cada dois módulos fotovoltaicos e por haver entradas independentes os módulos com menor rendimento em determinado horário não irão afetar os demais. Porém essa solução acaba aumentando o custo do projeto.
Em um de nossos projetos tivemos que utilizar dois telhados com diferentes orientações para instalar 14 módulos. Assim foi instalado 10 módulos com orientação norte ligados a um inversor de 3 KWp e os demais módulos foram ligados em dois micro inversores. Assim os módulos com menor rendimento não prejudicam o rendimento dos demais módulos que estão em uma outra orientação.

Reserve um local para o inversor!

Como descrito acima, é possível substituir o inversor por micro inversores, mas isso torna o preço do projeto mais elevado. Portanto, o mais indicado é a utilização do inversor solar.
Para isso é importante reservar um local no novo empreendimento para instalar esse equipamento. É importante que o inversor seja instalado em um local protegido do sol e da chuva, mas que possua uma boa ventilação para não aquecê-lo.

Fique atento às novidades!

O universo da construção civil está em constante evolução.  Na Arábia Saudita, a promessa é de que uma megacidade futurística de 500 bilhões de dólares seja criada, totalmente mantida com energia limpa e renovável.
A China tem impulsionado a ascensão da energia solar no mundo com um aumento de 50% em sua capacidade de geração no último ano.
E aqui, no Brasil, mesmo sendo recente a regulamentação que garantiu a expansão da tecnologia, o número de instalações de painéis solares pode ultrapassar a marca de um milhão em 2024.
Outras questões relacionados à construção e projetos de energia limpa em residências também devem ser analisados com frequência para que se mantenha atualizado.
Os sistemas fixados nos telhados utilizando estruturas de alumínio, por exemplo, são os mais comuns, mas existem diversas soluções tecnológicas que podem auxiliar na redução de custos do projeto e uma melhor harmonia arquitetônica.
A substituição de elementos da própria construção como telhas e vidros de fachadas pelo próprio módulo fotovoltaico podem reduzir o custo do projeto e ainda deixar a edificação mais harmônica e moderna.
Por isso recomendamos aos arquitetos e engenheiros civis que estejam atento a essas e outras novidades em relação a energia solar para que, caso haja viabilidade técnica e econômica, possam aplicar em seus projetos.
A Incentive Solar quer ser parceira dos arquitetos e engenheiros e auxiliar na realização de projetos sustentáveis.
Faça um orçamento gratuito de seus projetos com a Incentive Solar e tenha um diferencial para apresentar aos seus clientes!

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