Energia Solar no Brasil: Mudanças com a nova resolução

Desde 2012 que investir em energia solar no Brasil se tornou viável. Isso graças a Resolução Normativa Nº 482 que regulamentou a geração distribuída.

Para quem ainda não é familiarizado com o assunto, a geração distribuída nada mais é que a geração própria de energia por pessoas e empresas em suas próprias unidades consumidoras.

A geração própria pode ser feita através de qualquer fonte de energia renovável, mas a fonte que mais se adequa para esse tipo de geração é a solar fotovoltaica.

Isso se deve às suas características, como a fácil instalação, baixa manutenção e por ser modular, atendendo desde consumidores pequenos de energia até os maiores consumidores.

O Tímido Início

Apesar da Resolução Normativa Nº 482 permitir que as pessoas e empresas pudessem gerar sua própria energia e conectar na rede da concessionária local, poucas pessoas e empresas aderiram em um primeiro momento.

Isso se deve porque a tecnologia não tinha escala no Brasil e os preços dos equipamentos ainda eram muito caros. Outra questão, é que os Estados cobravam o ICMS sobre a energia que o consumidor de energia gerava para seu próprio consumo.

Sendo assim, os primeiros adotantes da energia solar tinham uma previsão de retorno de 10 anos para mais. Apesar dessas pessoas estarem contribuindo com o meio ambiente, o investimento ainda não era muito atrativo financeiramente.

Leia também: Geração Distribuída: O que é Importante Você Saber!

A primeira alteração na Resolução Normativa

Em 2015 ocorreu a primeira alteração na Resolução Normativa Nº 482 visando tornar o acesso a geração distribuída mais fácil. Assim surgiu a Resolução Normativa Nº 687 que alterava algumas regras da REN 482.

Como principais melhorias estavam a readequação dos limites para Micro e Minigeração Distribuída, o aumento do período de duração dos créditos e novas modalidades, como a Geração Compartilhada e Múltiplas Unidades Consumidoras.

Com as melhorias na REN 482, o ganho de escala e a queda da cobrança de ICMS por parte da maioria dos estados da federação, a Energia Solar começou a crescer exponencialmente.

Atualmente no Brasil existem mais de 77 mil unidades que geram sua própria energia e a previsão é que até 2024 teremos mais de 887 mil unidades consumidoras gerando sua própria energia no País.

O futuro da Energia Solar no Brasil

Assim como na primeira Resolução Normativa, já era prevista uma revisão, após um determinado período de tempo, na REN 687.

E agora chegou o momento. Se na primeira revisão a ideia era buscar incentivar ainda mais a geração distribuída no Brasil, agora a ideia é buscar um equilíbrio entre os consumidores com geração própria e as concessionárias de energia.

As concessionárias se sentem as maiores prejudicadas com a REN 482, pois acreditam que estão perdendo receita com os clientes que migram para a geração distribuída. Porém, nós que atuamos no mercado de energia solar acreditamos que esse impacto ainda é muito baixo.

O Brasil possui uma população de 207,7 milhões de pessoas e existem 82,5 milhões de consumidores cativos de energia, ou seja, de consumidores que compram energia das concessionárias de energia brasileiras. Sendo que anualmente entram aproximadamente 1,8 milhões de novas unidades consumidoras.

O que torna as atuais 77 mil unidades atuais e as 887 mil unidades previstas para 2024 irrelevantes para todo o mercado que as concessionárias de energia já detém. Não chegando nem ao número de novas unidades que são ligadas anualmente no País.

Confira também: As perspectivas para Energia Solar no Mundo

O que está por vir com a nova resolução!

Por isso, acreditamos que uma alteração na resolução neste momento não seria benéfico para a geração distribuída no Brasil. Porém, a previsão é que algumas alterações sejam realizadas nessa nova revisão, segundo indicações da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Durante o período de audiências públicas que estão ocorrendo ao longo do ano passado e deste ano, a ANEEL apresentou cinco alternativas de mudança na composição da tarifa dos consumidores com geração própria. Onde algumas das alternativas praticamente inviabilizariam a geração distribuída no Brasil acarretando na perda de diversos empregos gerados pela energia solar.

Entretanto, a alternativa que a ANEEL está sinalizando que adotará apenas incluiria a cobrança da tarifa-fio para os novos consumidores com geração distribuída. Essa alteração deixará a conta daqueles que começarem a gerar sua própria energia após a alteração da resolução maior, diminuindo um pouco a atratividade de gerar sua própria energia.

Alternativas ANEEL

Dessa forma, acreditamos que a nova resolução irá dar uma freada no crescimento da energia solar no Brasil, mas que o mercado ainda será enorme e investir em energia solar continuará sendo atrativo para os consumidores de energia, visto que as tarifas de energia só tendem a aumentar cada vez mais.

Confira a opinião de nosso sócio, Gabriel Leão, sobre a discussão da nova resolução normativa.

A segurança regulatória que faz com quem já tenha energia solar em sua casa ou empresa ou aqueles que adotarem a geração distribuída antes da nova resolução entrar em vigor é um bom indicativo.

Então, se você já está gerando sua própria energia pode ficar tranquilo. Já se você ainda não está gerando energia em sua casa ou empresa, o melhor momento para investir é agora antes que a nova resolução normativa entre em vigor.

Cartilha da energia solar

Interessado em gerar sua própria energia antes da alteração na REN 482? Então venha falar conosco que iremos auxiliar você a buscar a melhor solução para a sua necessidade de geração de energia!  

  • Olá
    Tenho interesse em saber como proceder no planejamento de células fotovoltaicas para instalar em uma residência de 6.00/10.60 sendo a voltagem 220v.
    Obrigado

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