Conta de luz: entenda os valores que você paga

Você já parou para verificar os valores que você está pagando em sua conta de luz? Já verificou que a energia que você paga representa apenas 38% de toda sua conta? Mas o que são os demais valores que você paga? Então, venha entender os valores que você paga em sua conta de luz! 

Todo os meses você recebe em sua casa sua conta de luz. Normalmente, abrimos nossa fatura, reclamamos do valor e pagamos. Não é mesmo? 

Mas afinal, o que estamos pagando de fato? O que de todo aquele valor representa a energia que consumimos e o que são outras tarifas?

Neste artigo vamos explicar como é composta a tarifa de sua conta de luz e o que significa cada um desses valores.

Assim, você estará apto a entender o que você está pagando e porque você deve arcar com esses custos.

TE e TUSD: A conta de luz e suas duas tarifas

A tarifa de sua conta de luz na verdade é formada por duas tarifas distintas. A Tarifa sobre o Uso do Sistema de Distribuição, conhecida como TUSD, e a Tarifa de Energia em si, chamada de TE.

Ou seja, quando você paga sua conta de energia, você está pagando tanto a energia que consumiu e a rede que fez com que essa energia chegasse até sua casa ou empresa.

Na Tarifa de Energia há a cobrança da energia, que representa 38% da conta de luz como dito no início do artigo e os encargos da TE, que representa 12% de toda a conta.

Já a Tarifa sobre o Uso do Sistema de Distribuição é composta pelos demais 50% da sua conta de energia.

O custo do Fio A, que é a rede de transmissão de energia das usinas até as subestações, representa mais 6% da conta. Já o custo do Fio B, que é a rede de distribuição da energia elétrica para as casas e empresas, representa 28% da conta de energia.

Por fim, 8% da conta é de encargos sobre a TUSD e mais 8% referentes a perdas que a rede tem ao longo do caminho até chegar a sua residência ou seu local de trabalho.

Assim que é formada o preço de sua conta de energia. Agora que você já sabe, entenda um pouco melhor as revisões e as bandeiras tarifárias.

Revisões e bandeiras tarifárias: por quê minha conta fica cada vez mais alta?

Outra questão que devemos levar em consideração quando analisamos nossa conta de luz, é que a tarifa de energia cobrada pela sua concessionária de energia sofre alterações.

Todo ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) revisa as tarifas de cada concessionária e ajusta de acordo com alguns critérios.

Ou seja, ano após ano a sua conta de energia será reajustada. Algumas vezes essa tarifa pode ser reduzida, mas na grande maioria das vezes a tarifa é aumentada para que as concessionárias de energia possam aumentar suas receitas e fazer novos investimentos.

Além das revisões tarifárias, há as bandeiras tarifárias. Uma alteração realizada há pouco tempo para repassar aos consumidores quando a geração de energia fica mais cara para as distribuidoras.

Isso quer dizer, que quando os níveis dos rios estão baixos e há uma menor geração de energia através das hidrelétricas, o governo aciona as termelétricas, que geram energia mais cara.

Assim, esse valor de energia produzida de forma mais cara é repassada ao consumidor final através das bandeiras tarifárias.

Ou seja, quando há falhas de planejamento do governo e são necessárias utilizar fontes de energia mais cara, é você consumidor que arca com esse custo.

Mas há uma forma de resolver isso, a geração própria de energia. Saiba como a energia solar pode ser uma aliada sua para reduzir sua conta.

A energia solar como forma de reduzir sua conta de luz

Como a energia das concessionárias está cada vez mais cara, inúmeros consumidores de energia estão optando por gerar sua própria energia.

Desde 2012, quando a ANEEL regulamentou a geração distribuída no Brasil, milhares de pessoas e empresas passaram a gerar sua própria energia de forma limpa e renovável, através do sol.

Os consumidores que produzem sua própria energia pagam na sua conta de luz, quando geram toda energia que consomem, apenas o custo de disponibilidade, que representa 30 kWh/mês para unidades monofásicas, 50 kWh/mês para bifásicas e 100 kWh/mês para trifásicas.

Esse valor é cobrado pelas concessionárias, já que seu sistema fotovoltaico estará conectado na rede elétrica deles. 

Ou seja, você estará usufruindo da rede da concessionária mesmo assim. Então, nada mais justo que continuar remunerando a concessionária por esse uso.

Porém, essa forma de cobrança só irá se manter para os consumidores que possuir energia solar antes da alteração da resolução normativa nº 482/2012, que regula a geração distribuída.

Revisão da Resolução Normativa 482: O que vem por aí

Essa alteração deve ocorrer no primeiro semestre de 2020 e, provavelmente, algumas das demais tarifas que são cobradas na sua conta de luz também serão cobradas daqueles que geram sua própria energia.

Então, se você ainda não possui energia solar em sua casa ou empresa, corra para garantir as regras atuais.

Faça um orçamento com a Incentive Solar e aproveite as nossa condições especiais para você investir em energia solar antes das alterações na REN 482!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *