4 Notícias da Semana sobre Energia Solar

Confira as principais Notícias sobre Energia Solar da semana que separamos para você!

Armazenamento da energia solar fotovoltaica: a nova fronteira

Por Ronaldo Koloszuk – Presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar)

Quando pensamos em baterias, lembramos de dispositivos eletroeletrônicos ou de veículos elétricos. Porém, outros usos de baterias crescem rapidamente no mundo.

Nos Estados Unidos há mais de 800 MWh em bancos de baterias “estacionárias”, ou seja, instaladas na infraestrutura da matriz elétrica ou em consumidores. As baterias estacionárias são usadas para regular e melhorar a frequência e tensão da rede elétrica, para “arbitrar” o consumo em horários de ponta e fora-ponta e para proteger consumidores contra surtos e falhas de fornecimento. Tais usos deverão crescer fortemente, contribuindo para acelerar a transição de geradores baseados em fontes fósseis, poluidoras e mais caras para fontes renováveis, limpas e mais competitivas, porém com perfil de geração variável.

Um fator decisivo para o avanço do armazenamento de energia elétrica é a redução dos custos das baterias. Segundo a Bloomberg New Energy Finance, o preço de baterias de íons de lítio despencou mais de 75% entre 2010 e 2018, sendo a segunda tecnologia que mais se barateou no setor elétrico mundial, atrás apenas da solar fotovoltaica, com redução de 83% no mesmo período.

O barateamento das baterias continuará firme nos próximos anos, aproximando a tecnologia do mercado. Para dispositivos eletroeletrônicos e na mobilidade elétrica, a tecnologia de íons de lítio tem sido a mais indicada, pela maior densidade elétrica em comparação com as opções disponíveis. Já para o uso estacionário existem boas alternativas, com vantagens importantes. Uma delas, por exemplo, é a bateria de fluxo de ferro que, apesar da menor densidade elétrica, é mais resistente à degradação, não é inflamável e não contêm materiais escassos ou de alta toxicidade em sua composição.

E o que esperar do armazenamento no Brasil?

Baterias cada vez mais baratas acelerarão a substituição de geradores a diesel, caros, poluentes e barulhentos, por sistemas híbridos combinando geração solar fotovoltaica e armazenamento. Para os consumidores conectados à rede, em áreas urbanas e rurais, que reclamam das interrupções ou instabilidades no fornecimento de eletricidade, as baterias serão parte da solução. Adicionalmente, muitos consumidores em média tensão, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, pagam tarifas elevadíssimas no horário ponta e as baterias ajudarão a reduzir estes custos.

Baterias também serão um ativo valioso para as distribuidoras: além de melhorar a qualidade do fornecimento de energia elétrica, o armazenamento permite a expansão mais eficiente das redes de distribuição, aliviando os picos de demanda em momentos de consumo elevado. Em 2017, a ANEEL aprovou 23 projetos de P&D de armazenamento por meio da Chamada de P&D Estratégico Nº 21/2016, atualmente em fase de implantação. Adicionalmente, estão sendo desenvolvidos os primeiros projetos comerciais no Brasil, em regiões como Goiás, Pernambuco e Minas Gerais.

Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e o setor solar fotovoltaico, o armazenamento competitivo é tema de grande interesse: ele proporcionará mais valor e novas funcionalidades aos sistemas solares fotovoltaicos, trazendo aos consumidores maior liberdade e autonomia, e contribuindo para ampliar a participação da fonte solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira. Com isso, ofereceremos novos serviços e opções, como uma gestão precisa da geração e do consumo locais, a criação de microrredes e comunidades de compartilhamento e armazenamento da geração solar fotovoltaica, e o aumento do poder de decisão do consumidor, usando a rede elétrica quando for vantajoso e protegendo os consumidores de custos elevados.

Armazenamento e energia solar fotovoltaica, cada vez mais competitivas, seguirão juntas, abrindo as portas para novas oportunidades de negócio e de crescimento no setor elétrico brasileiro.

Fonte: Ambiente Energia

SUNEW anuncia a maior instalação de energia solar de próxima geração do mundo

Tecnologia será instalada na sede da Natura, em Cajamar (SP) e prevê redução de 5 toneladas de CO² emitidos por mês

Belo Horizonte (15.02.2019) – A Natura irá instalar em sua sede, em Cajamar (SP), 2 mil m² de painéis de Filmes Fotovoltaicos Orgânicos (OPV), terceira geração de células solares capazes de transformar a luz do sol em energia elétrica. A tecnologia foi desenvolvida pela Sunew, líder mundial na produção de OPV, e a instalação será no Núcleo de Aprendizado Natura (NAN), referência de arquitetura industrial sustentável. A instalação dos painéis será concluída ainda no primeiro semestre de 2019.

Quando comparado a outras tecnologias de geração solar, como as que utilizam placas de silício, o OPV é uma alternativa de energia mais eficiente em relação ao impacto ambiental. Com a instalação, a Natura deixará de emitir 5 toneladas de dióxido de carbono por mês. Isso equivale à emissão produzida pelo consumo de 1.930 litros de gasolina no mesmo período. Além disso, os filmes são feitos de material orgânico não tóxico, com impressão similar à indústria têxtil, e requerem menos energia para serem produzidos. Os filmes têm aplicação mais simples e versátil, por serem mais leves e flexíveis, o que facilita a adaptação às mais diversas superfícies.

Nesse projeto, a Natura busca aliar a tecnologia solar mais limpa do mundo com design, inovação e o máximo de sustentabilidade possível. “A Natura é uma empresa carbono neutro desde 2007, com esforços intensos para minimizar sua pegada de carbono em todas as etapas de produção e para compensar suas emissões de CO2. Ao longo de nossa história, a Natura consolidou a convicção de que precisamos fazer bem mais do que apenas reduzir ou neutralizar nosso impacto”, comenta Josie Peressinoto Romero, vice-presidente de Operações e Logística da Natura. “A utilização dos painéis de OPV são mais um passo nessa direção, ao avançar na busca de soluções mais eficientes e criativas que conciliam os investimentos em inovação de produtos, infraestrutura e desenvolvimento de tecnologia com as nossas metas de sustentabilidade”, afirma a executiva.

A Sunew será a responsável por projetar, fabricar e instalar o produto no prédio. “Temos acelerado com instalações comerciais, confirmando nossa visão de transformar o segmento com soluções energéticas cada vez mais integradas em nossas vidas, nossas cidades e nossas edificações. Ter a Natura como cliente nos faz muito feliz, sobretudo pelo o que a empresa representa em termos de responsabilidade social, inovação e preocupação com o meio ambiente”, avalia Tiago Alves, CEO da Sunew. A empresa firmou, ainda, um compromisso com a Fundação SOS Mata Atlântica, que prevê o plantio de uma árvore a cada metro quadrado de OPV produzido. Ao final do projeto, serão plantadas 2.020 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.

Sobre a Natura

Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de higiene e cosmética. Líder no setor de venda direta no Brasil, com mais de 1,7 milhão de consultoras, faz parte de Natura &Co, resultado da combinação entre as marcas Natura, The Body Shop e Aesop, com faturamento de R$ 9,9 bilhões em 2017. Foi a primeira companhia de capital aberto a receber a certificação B Corp no mundo, em dezembro de 2014, o que reforça sua atuação transparente e sustentável nos aspectos social, ambiental e econômico. É também a primeira empresa brasileira a conquistar o selo “The Leaping Bunny”, concedido pela organização de proteção animal Cruelty Free International, em 2018, que atesta o compromisso da empresa com a não realização de testes em animais de seus produtos ou ingredientes. Com operações na Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, México e Peru, os produtos da marca Natura podem ser adquiridos com as Consultoras, pelo Rede Natura, por meio do app, nas lojas próprias ou nas franquias “Aqui tem Natura”. Para mais informações sobre a empresa, visite www.natura.com.br. Para mais informações, visite www.natura.com.br ou acesse os perfis da empresa nas redes sociais: LinkedInFacebook e Instagram.

Sobre a Sunew

A Sunew nasceu com o objetivo de revolucionar a indústria solar no Brasil e no mundo com a tecnologia mais verde para geração de energia solar. A empresa é líder na produção de OPV, com instalações que refletem o estado da arte da tecnologia. Com potencial global, a Sunew possui sede no Brasil e Estados Unidos. Para mais informações, acesse www.sunew.com.br.

Fonte: SUNEW

Geração de energia solar cresce em casas e estabelecimentos comerciais

A porcentagem ainda é baixa. A eletricidade proveniente dos raios do sol representa apenas 0,8% de todo o mercado brasileiro. No entanto, esse cenário deve mudar em pouco tempo. A demanda por geração de energia solar vem crescendo em ritmo acelerado, principalmente para residências e estabelecimentos comerciais.

Foto: Divulgação – Unsplash / DINO

Em 2018, a produção de energia solar teve crescimento histórico, foram 252MW de potência instalada. Sendo que a tendência é esse número aumentar ainda mais: espera-se um crescimento de 44% em 2019, de acordo com a afirmação do presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, em entrevista à Reuters.

Com o aumento da demanda em casas e nos estabelecimentos comerciais, grandes nomes do setor ganham um novo mercado. Para Elcio Vicentin, Diretor Comercial da Solen Energia, o mercado de energia solar fotovoltaica é promissor no Brasil e deve ter um largo crescimento nos próximos anos.

Justamente devido a esse cenário, que a Solen Energia vem expandindo sua atuação e agora oferece kits de energia solar (painéis de energia fotovoltaica e todos os acessórios necessários para instalação), com a garantia e qualidade dos principais fabricantes mundiais.

“Enxergamos uma oportunidade de nos lançar no mercado do varejo. Temos o know how que adquirimos em grandes projetos e parceria com as os melhores distribuidoras fabricantes de painéis fotovoltaicas e inversores do mundo. Por isso, garantimos uma rápida entrega e qualidade”, afirma Vicentin.

Para o consumidor instalar as soluções, no entanto, é necessário o auxílio de uma empresa de instalação. Vicentin explica que a Solen não pretende alçar voos nesse sentido: “Não faremos o papel da instaladora (integradora). Nosso objetivo é construir uma ampla rede de parceiros e fornecermos todo o material necessário para que atendam às regiões em que atuam. Vamos ser reconhecidos como grande distribuidor para estes integradores, sem perdermos nosso DNA de empresa de engenharia”.

Incentivos e Conscientização

Países de todo o mundo têm criado incentivos para geração de energia solar em residências. No Brasil, não foi diferente. Existem ao menos sete incentivos governamentais para pessoas físicas produzirem energia limpa.

Um exemplo é o benefício oferecido pela Caixa Econômica Federal. Com a linha de crédito para construção do banco, é possível parcelar os equipamentos para instalação de energia solar em até 240 meses.

Outro incentivo é o ProGD, um programa do Ministério de Minas e Energia que visa a criação de linhas de crédito e formas de financiamento para instalação de energia limpa em residências, comércios e indústrias.

Os incentivos governamentais ajudaram a acelerar o crescimento da energia solar. No entanto, segundo Denise do Nascimento, gerente comercial da Solen Energia e ex-instaladora de painéis solares, existe um aumento na conscientização em relação à importância da sustentabilidade e ao papel da geração de energia limpa.

“As pessoas têm curiosidade sobre alternativas limpas e a expansão do mercado de energia solar está sendo natural”, explica Denise.  

Mas não só isso. Segundo Vicentin, o aumento das contas de energia elétrica também impulsionaram o interesse pela instalação de painéis solares em casas e estabelecimentos comerciais. “É possível economizar até 95% da conta de energia elétrica em uma residência”, afirma.

Fonte: Terra

China pretende construir primeira estação de energia solar no espaço

China pretende construir primeira estação de energia solar no espaço

A construção de uma estação espacial capaz de captar a energia proveniente dos raios solares está sendo projetada pela Academia de Tecnologia Espacial da China. O objetivo principal do projeto é conseguir captar e usar a energia solar até mesmo em dias que o planeta Terra esteja nublado. Isso porque a matriz fotovoltaica desta nova estação irá ficar fora da atmosfera terrestre.

Os cientistas chineses iniciaram os trabalhos e já possuem uma base experimental na cidade de Chongqing, onde será construída uma estação espacial de energia solar. O projeto vai acontecer em 2021 podendo chegar até 2025, com conclusão estimada para o ano de 2030. Caso o lançamento seja um sucesso e eficiente como o planejado, os pesquisadores chineses pretendem testar e construir instalações maiores em tamanho e em potência até 2050.

A estação espacial irá contar com um módulo central e outros dois módulos experimentais. Seu peso será de, aproximadamente, 66 toneladas, com capacidade para abrigar três pessoas ao mesmo tempo. Sua vida útil foi projetada para durar, no mínimo, 10 anos. Além de enviar energia limpa para a Terra, a estação espacial pode facilitar operações mais distantes e profundas no universo. A China poderá realizar suas próprias pesquisas científicas em áreas como a física, por exemplo.

A estação espacial será capaz de recolher energia solar com seis vezes mais intensidade do que na Terra. A energia solar captada no espaço será convertida em eletricidade ainda no espaço e, através de micro-ondas ou laser, será repassada ao planeta para um sistema receptor. A China foi o primeiro país a anunciar que irá construir uma estação solar espacial a cerca de 36 mil quilômetros de altura.

Porém, nem tudo está resolvido no projeto da estação solar espacial. Existem também alguns desafios a serem resolvidos, como, por exemplo, o peso da estação espacial que a torna difícil de se manter no espaço. Os cientistas chineses estão considerando montar a estação em órbita e usar materiais impressos em 3D. Os cientistas também deverão analisar quais serão os efeitos da radiação das micro-ondas no planeta.

De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), no ano passado, a capacidade de geração de energia solar cresceu 50%, e a China representou quase a metade dessa expansão mundial. Os projetos asiáticos estão impulsionando a energia solar. A China está investindo em energia solar para se tornar referência em energias renováveis. O País asiático transformou uma mina de carvão destruída em fazenda solar flutuante.

A China está bem avançada quando se trata de investimentos em energia solar e fontes renováveis. Com isso, podemos tirar muita inspiração e motivação desse país para aplicar no Brasil, que tem grande potência solar.

Fonte: Portal Solar

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